ACALB alerta para impacto significativo da limitação de ruído na região de Albufeira e apela ao diálogo
A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) alertou, esta segunda-feira, para as consequências que os novos limites de ruído impostos pelo despacho municipal, datado de 22 de maio, terão sobre centenas de empresas do concelho, apelando a um diálogo urgente com a autarquia.
Em conferência de imprensa, a ACALB salienta que a medida foi tomada sem consulta prévia ao setor, sem período de transição, num momento em que as empresas não têm qualquer margem para ajustamento. A associação lamenta que para uma decisão com este impacto no tecido económico e social da região não tenham sido ouvidas forças de segurança, sindicatos ou outras associações empresariais locais.
A ACALB levanta sérias dúvidas sobre a viabilidade prática e a legalidade dos limites de ruído impostos pelo despacho. A fixação de um limite de captação de 76 decibéis, de dia, e 74 decibéis, de noite, na fachada de um estabelecimento significa, na prática, que um bar não pode ter uma televisão ligada nem uma esplanada com quatro pessoas a conversar. O ruído natural da própria rua ultrapassa sistematicamente estes valores, penalizando as empresas por dinâmicas do espaço público que estão completamente fora do seu controlo.
"Não estamos contra a regulação. Estamos contra a ausência de diálogo. Albufeira é um dos maiores motores turísticos do país e o seu tecido empresarial merece ser ouvido antes de qualquer decisão que ponha em causa a sua viabilidade. Esta medida foi imposta sem consulta, sem período de transição e no pior momento possível para as nossas empresas. Estamos disponíveis para dialogar e encontrar soluções que sirvam todos: residentes, empresas e visitantes. É isso que a ACALB sempre fez e continuará a fazer”, afirma Sérgio Brito, Presidente da ACALB.
Com 8,7 milhões de dormidas em 2025 e cerca de 3,2 milhões de dormidas só no verão de 2025, Albufeira é o segundo destino turístico mais procurado do país. A sua economia local depende diretamente da vitalidade do setor empresarial. Qualquer medida que comprometa a atividade das empresas do concelho tem consequências imediatas no emprego, na receita fiscal e no desenvolvimento da região.
A ACALB reitera novamente a total disponibilidade para o diálogo institucional e para a construção de soluções equilibradas que conciliem a qualidade de vida dos residentes com a sustentabilidade económica do concelho. A associação acredita que é possível chegar a um consenso que salvaguarde simultaneamente os direitos dos albufeirenses e a viabilidade das empresas que sustentam a economia local.
Sobre a ACALB:
Fundada a 20 de setembro de 2010, a Associação Comercial de Albufeira (ACALB) é uma associação empresarial sem fins lucrativos que representa e defende os interesses coletivos das empresas do concelho de Albufeira. Congregando associados de setores tão diversos como a restauração, a animação turística, a hotelaria, o comércio, a construção civil e os transportes, a ACALB atua como interlocutor privilegiado entre o tecido empresarial local e as entidades públicas, promovendo o desenvolvimento económico sustentável, a qualificação profissional e a valorização de Albufeira enquanto um dos principais destinos turísticos do país.
Créditos da imagem: ACALB
Ademar Dias




